Nos dias 18 e 19 de junho acompanhamos o Adit Share 2018, o maior evento de timeshare e multipropriedade do Brasil. A convenção, que é organizada pela Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Brasil (Adit Brasil), aconteceu no Enotel Porto de Galinhas Resort & SPA e contou com a presença de representantes dos principais players da indústria de turismo compartilhado do país.

O principal assunto dos dois dias do evento foi a situação atual do mercado de tempo compartilhado e multipropriedade no Brasil. Responsáveis pelos empreendimentos, investidores e consultores compartilharam dados que mostram uma realidade promissora para o turismo baseado na economia compartilhada.

De tudo que foi apresentado no Adit Share, o mais relevante para a indústria do turismo no Brasil ficou concentrado na primeira parte do evento, que compreendeu toda a manhã do dia 18. Ela foi dedicada a apresentação de pesquisas sobre tempo compartilhado no Brasil e sobre tendências de turismo no país e no mundo.

Pesquisas sobre tempo compartilhado

As pesquisas O mercado de turismo compartilhado: análise do mercado nacional de timeshare e multipropriedade e Cenário e desenvolvimento de multipropriedades no Brasil em 2018, desenvolvidas respectivamente pela FGV e pela Caio Calfat Real Estate Consulting, destacaram o crescimento do mercado brasileiro de turismo baseado em economia compartilhada. As pesquisas mostraram que atualmente existem quase 200 mil proprietários de contratos de tempo compartilhado com empreendimentos brasileiros. Só em 2017 foram assinados novos 100 mil contratos de tempo compartilhado. Contudo, dados do ano passado também mostram que a taxa de cancelamento segue alta: 13% dos novos proprietários desistem do seu contrato ainda no ano da compra e 33% desistem do contrato em algum momento. Ainda assim, as vendas de novos contratos geraram, em 2017, pouco mais de 1 bilhão de reais para os empreendimentos.

Outro dado muito interessante divulgado nas pesquisas refere-se à utilização dos contratos. As hospedagens por tempo compartilhado são responsáveis por quase 25% da ocupação dos hotéis e resorts brasileiros que possuem esse tipo de modalidade de hospedagem.

A nova economia no turismo

Já sobre tendências de turismo, a apresentação mais relevante foi a da Carolina Haro, sócia-diretora da Mapie Consultoria. Ela apresentou dados da pesquisa O impacto da nova economia no turismo: principais tendências e transformações nas viagens compartilhadas.

De acordo com Carolina, “o produto timeshare, hoje, tem que ser repensado”. A pesquisa mostra que, pelo perfil do viajante atual, o conforto e a comodidade de um programa de tempo compartilhado deixaram de ser prioridade. Para quem consome hospedagem atualmente, outros elementos são mais valorizados, como vivenciar a experiência local e autenticidade. De acordo com Carolina, num cenário no qual mais da metade das viagens de turismo já são feitas digitalmente – que é a realidade brasileira atual –, os produtos ofertados pela indústria devem estar mais aderentes às necessidades dos seus consumidores.

Adit Share 2018

Carolina Haro, sócia-diretora da Maipe Consultoria

A pesquisa também mostrou que 46% dos respondentes alugaram total ou parcialmente uma residência para viagens de turismo. Em outras palavras, quase metade das pessoas que participaram da pesquisa preferiram fazer sua reserva por sites como AirBnB e Alugue Temporada que reservar quartos de hotéis e resorts.

A conclusão do estudo é que o cliente de hospedagem hoje quer flexibilidade, poder de escolha, transparência e poder comprar digitalmente.

A participação no Adit Share 2018 foi ótima para aprendermos mais sobre a situação atual do mercado de turismo no Brasil. Se você quiser saber mais sobre essa realidade, comente aqui no post! Podemos produzir mais textos sobre o que vimos no evento!