Nosso principal objetivo aqui no Blog Timeshare é trazer informações sobre modalidades de hospedagens em hotéis e resorts oriundas da economia compartilhada. Dentre essas modalidades, já tínhamos falado das mais populares mundo afora: tempo compartilhado e multipropriedade. Agora chegou a hora de falarmos de clube de viagens.

Apesar de nos Estados Unidos e na Europa a modalidade tempo compartilhado – mais conhecida como timeshare – ser bastante comum, no Brasil foram os clubes de viagens, também chamados como clubes de turismo ou de férias, que se tornaram mais conhecidos. Esses termos ficaram tão populares no país que muitos programas de timeshare os incluíram na sua denominação. Os exemplos mais famosos aqui são o Aviva Vacation Club, programa de tempo compartilhado do Rio Quente Resorts e do Costa do Sauípe Resorts, e o Beach Park Vacation Club, programa de timeshare da rede de hotéis do Beach Park.

A modalidade de clube de viagens, contudo, é um pouco diferente do tempo compartilhado e da multipropriedade. Como já explicamos em textos anteriores aqui no blog, no sistema de tempo compartilhado o hotel ou resort vende, a qualquer interessado, um contrato de hospedagem futura. Esses contratos dão direito a um grande número de semanas – geralmente variam de 15 a 30 – que podem ser gozadas naquele hotel ou resort ao longo de anos.

Já na multipropriedade há a aquisição de uma unidade imobiliária, mas de forma fracionada. Em geral grupos de 13, 26 ou 52 pessoas adquirem uma unidade e tem o direito de usar, respectivamente, quatro, duas ou uma semana do imóvel. Os custos de manutenção e administração são divididos entre os proprietários, assim como o direito à posse: uma unidade imobiliária, quando adquirida no sistema de multipropriedade, gera uma escritura com vários proprietários.

Como funciona um clube de viagens?

O clube de viagens é a modalidade que efetivamente mais se assemelha a um clube. O interessado adquire uma cota ou título. A partir de então, ele começa a pagar uma mensalidade. Depois de doze mensalidades pagas, o membro do clube passa a ter direito de gozar de diárias em um hotel ou resort da rede conveniada ao clube.

O valor da mensalidade normalmente varia conforme a quantidade de diárias ou de pessoas que podem se hospedar. Alguns clubes de viagens oferecem planos com quartos duplos ou triplos; outras oferecem planos com muitas diárias. Mas o produto padrão é o de sete diárias, com café da manhã, para um quarto duplo.

Diferente da maioria dos sistemas de tempo compartilhado ou multipropriedade, os clubes de viagens geralmente autorizam seus membros a usarem as diárias separadamente. Outra característica bem comum dessa modalidade é o vencimento (ou perda) das diárias quando elas não são utilizadas nos 12 meses que sucedem o seu pagamento. Assim, não é possível acumular diárias para serem tiradas num mesmo intervalo de 12 meses.

Os clubes de viagens geralmente não autorizam a venda do período de hospedagem ao qual o titular tem direito. Apesar de ser muito difícil fiscalizar, caso seja identificada a prática, o membro do clube pode ter seu contrato rescindido. Contudo, eles autorizam que a reserva seja feita para parentes ou amigos.

Outro ponto negativo dos clubes de viagens, mas que também é vivenciado para quem tem contrato de tempo compartilhado, é a necessária antecedência para fazer uma reserva. Normalmente os períodos de reserva são abertos com 5 meses de antecedência em relação ao período que se quer viajar. Mas como os hotéis e resorts conveniados ao clube não oferecem disponibilidade total aos clubes, costuma ser bem difícil reservar nos empreendimentos mais cobiçados.

Mas há vantagens também. Os clubes conseguem ótimos descontos em passagens aéreas para viagens cuja hospedagem foi realizada via clube.

No Brasil há alguns clubes de viagens bastante tradicionais. Um dos mais conhecidos é o Bancorbrás, que começou em 1983 com um grupo de funcionários do Banco do Brasil e do Banco Central, em Brasília. O “empreendimento” tinha como objetivo exatamente garantir preços menores em hotéis e resorts para um grupo fechado de pessoas, os conveniados. Com o passar do tempo, tornou-se o maior clube de viagens do Brasil, com mais de 100 mil associados.

Outros clubes de viagens brasileiros que funcionam no mesmo modelo são o RDC Férias, o SBTur e o Montreal.

E então, conhecia essa outra modalidade de hospedagem em hotéis e resorts proveniente da economia compartilhada? Tem alguma experiência, positiva ou negativa, com clube de viagens? Conta para a gente aqui nos comentários!