O “centro” da Riviera Maia é a cidade mais convidativa da região. Além de ser geograficamente estratégica, facilitando a ida para pontos que ficam no caminho para Cancun ou no oposto, para Tulum, Playa del Carmen é a cidade mais encantadora da Riviera Maia. Está longe de ser uma “pré-metrópole”, como Cancún, mas também não é um “vilarejo evoluído”, como Tulum. Trata-se de uma cidade pequena, charmosa, com diversas opções de bares, restaurantes e casas noturnas, além de ser a forma mais fácil de chegar à ilha de Cozumel.

A vida turística em Playa Del Carmen concentra-se na 5a. Avenida, nas praias, nos parques e nos cenotes. Contudo, as praias mais bonitas estão fora da cidade, a poucos quilômetros de distância. Assim, aproveite o dia para explorar o entorno da cidade e curta a noite em ótimos restaurantes, baladas e lojas da cidade.

Ficamos 5 dias em Playa Del Carmen, tempo suficiente para conhecer tudo que queríamos (e indo duas vezes a Cozumel). Onde fomos?

Playa Maroma

Cobra para entrar? Não, se você conseguir lugar num dos bares dos hotéis (é mais fácil na baixa temporada. Se não, o acesso pode ser pelo parque Maroma Adventures que sim, cobra 100 pesos (R$ 17,00) por pessoa, já incluso o estacionamento.

Nenhuma praia que visitei na vida resume tão bem a letra de Roberto Carlos dedicada a Caetano Veloso: “um dia a areia branca/ seus pés irão pisar/ e vai molhar seu cabelo/ a água azul do mar”. Se fosse escrever essa letra tendo como inspiração a praia Maroma, Roberto Carlos substituiria “branca” por “branquíssima” e “azul” por “super azul”. Isso resume bem o que é a praia Maroma: uma larguíssima e bastante extensa faixa de areia muito branca banhada por uma água calma e cristalina de um tom azul-esverdeado bem forte (OK, talvez Roberto não mudasse a letra para “super azul”).

Praia Maroma, em Playa del Carmen

Areia branquíssima da praia Maroma

A praia Maroma, como diversas outras ao longo da Riviera Maya, é privada. Apenas hóspedes de hotéis lá construídos ou visitantes do Maroma Adventures, um parque de atividades aquáticas, podem visitá-la. Nós pagamos a entrada do parque para conhecer a praia. Lá há infra-estrutura de bar e restaurante que tem boas opções de alimentação. Todas as atividades do parque que você quiser fazer (nadar com golfinhos, flyboard e coisas do tipo) são extras. Em outras palavras, se quiser ficar só curtindo a praia paga-se apenas a entrada e o que consumir.

Na baixa temporada, os hotéis abrem seus bares e restaurantes ao público. Então vale tentar ir por um dos hotéis, para economizar a entrada.

Dica complementar: por ter mar calmo e infra-estrutura, a praia Maroma é uma ótima opção para quem viaja com crianças!

Praia Maroma, em Playa del Carmen

Mar calmo de água cristalina na praia Maroma

XPlor, o parque radical de Playa del Carmen

Cobra para entrar? Claro, e não cobra pouco não: a bagatela de 2400 pesos mexicanos (R$ 410,00). Esse valor inclui estacionamento, todas as atrações do parque, comida e bebidas.

A Riviera Maia, descoberta para o turismo ali nos anos 1970, é uma região construída para atender, essencialmente, o turista norte-americano. Leve isso em consideração e você entenderá o porquê de tantos parques temáticos na região.

Tem para todos os gostos. O XCaret, maior, mais antigo e tradicional, é mais um parque “aquático”. Apesar de, como o XPlor, ter muito a pegada de ecoturismo, as atrações em geral envolvem nadar, seja na praia ou nos rios construídos no parque.

O Xel-Há já é mais para quem gosta de muito contato com a natureza e, especialmente, com a fauna. Costuma ser chamado de “parque dos bichos” porque a maior parte das atrações é contato com animais mesmo, principalmente os aquáticos e as aves.

Por termos estudado um pouco antes de viajar, escolhemos conhecer o XPlor. Ele, apesar de também ser completamente ecoturismo, tem atividades que envolvem um pouco mais de adrenalina. Para começar, dois circuitos de tirolesas, cada um com sete trechos. É subir muita torre para descer preso a uma corda. Além disso, passeios em rios subterrâneos que imitam cenotes, passeios que simulam um rally (de maneira super controlada) e, por incrível que pareça, ótimos lanches. O parque disponibiliza algumas estações de sucos em diferentes pontos, além do restaurante, com um buffet bem variado e boas opções de alimentação. Você acaba passando o dia inteiro no parque, mas vale a pena, é bastante divertido.

Akumal

Cobra para entrar? Em 2016, quando visitamos, não. Mas um casal de amigos que foi recentemente (março de 2018), disse “sim”, agora paga para entrar. Além disso, a praia é quase toda dominada por bares/restaurantes e hotéis. Para ficar em um deles ou usar as espreguiçadeiras, tem que consumir.

A praia de Akumal é famosa por ser uma das praias mais bonitas do México. E habitat de tartarugas marinhas. Coloquei as expressões adjetivas nessa ordem por achar que é assim que ela mais chama atenção: primeiro por sua beleza e, depois, pela vida marinha.

Akumal não é uma praia muito longa, se comparada a Maroma, por exemplo. Nem tem uma faixa tão larga de areia, que nem é tão branca. O que impressiona em Akumal é o estonteante tom de azul da sua água. Bem mais bonito que as praias de Playa del Carmen e Cozumel.

Mas estando em Akumal, não fiquemos apenas olhando a cor da água, certo? Entremos nela para procurar tartarugas!

Quem já foi a Noronha talvez se decepcione um pouco com Akumal. Na praia mexicana, elas não aparecem na mesma frequência que na baía do Sueste, na ilha brasileira. Entretanto, aqui as condições de visibilidades são melhores, já que Akumal não concentra tanta alga quanto a praia de Noronha.

Além de diversas tartarugas, vocês irão ver uma variedade bem grande de peixes.

Visitamos Akumal já no caminho para Tulum. De lá, fomos conhecer os cenotes Dos Ojos e o Grand Cenote, que estarão devidamente explicados no próximo post.

Quer saber o que já escrevemos sobre a Riviera Maia? Então acesse os outros posts: